As enchentes e Blumenau

"Em 161 anos, tivemos quase 80 enchentes e já deveríamos ter aprendido com elas" (Sueli Petri) in Jornal de Santa Catarina 1º e 2 de 10/2011

A história de Blumenau convive com as muitas histórias de enchentes na região.
Pretendo com este blog reunir informações, imagens, discussões publicadas nos jornais locais e regionais a respeito das enchentes em Blumenau e na região buscando contribuir com maior conhecimento de nossa comunidade

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Desbarrancamentos: o outro problema de Blumenau

Esta imagem publicada no Jornal de Santa Catarina no dia 19/09/2011 mostra claramente um dos outros problemas que Blumenau enfrenta após qualquer período de chuvas mais intensas: desbarrancamentos de morros que atingem construções dos mais variados tipos. Inicialmente o problema ocorria nas áreas de ocupações ilegais. Atualmente atinge loteamentos autorizados com casas de alto padrão. Esta foto mostra uma casa da Rua Professor Matheus Bragagnolo, no Bairro Água Verde.
Percebe-se portanto que atualmente Blumenau vive entre dois dilemas: ocupar áreas mais altas livres de enchentes ou áreas mais baixas em que as enchentes chegarão mais cedo ou mais tarde?
Às vezes penso que já ocupamos o limite do solo  possível em nosso município e que a expansão precisa ser realizada com muito cuidado. A quem interessa crescer a qualquer preço? Lembro-me daquele jogo de varetas em que a retirada de uma delas precisa ser feita com muito cuidado não derrubar outras e é assim que vejo a situação atual de Blumenau: precisamos de múltiplos olhares para verificar o que podemos e o que não podemos fazer ao ocupar nosso solo urbano.
Imagem Google. Acesso 17.10.2011

domingo, 16 de outubro de 2011

Soluções para o problema das enchentes

A busca de soluções para as enchentes no Vale do Itajaí tem sido alvo de diferentes setores do município. Especialmente após as enchentes a comunidade, historicamente tem cobrado do poder público soluções para amenizar os problemas. Publicado no Jornal de Santa Catarina um mapa da região produzido pelo engenheiro Odebrecht.
Barragens / Canal extravasor/Desassoreamento dos rios são algumas soluções apontadas para a solução dos problemas. Tenho conhecimentos muito pequenos e pontuais a respeito. No entanto, percebo que buscam-se soluções locais quando se fazem necessárias intervenções buscando comprender a Bacia do itajaí como um todo. Cidades que tinham problemas pontuais nas histórias de enchentes do Vale passaram a ter problemas muito sérios em decorrência destas soluções paliativas.
Penso que não podemos mais permitir que o poder econômico fale sempre mais alto!
Caminho muito pela cidade e vejo que as matas ciliares só estão protegidas em alguns pontos. Vejo e qualquer cidadão pode perceber também aterros em locais que tradiconalmente eram áreas alagáveis, prédios construídos praticamente do lado de ribeirões e córregos e não compreendo como estes projetos conseguem aprovação. Penso que precisamos buscar maior participação da sociedade como um todo, respeitar estudos, legislação, e, principalmente pensar mais em benefícios para a cidade e não favorecimentos para alguns grupos já tradicionalmente privilegiados. 
O Prof. Lauro eduardo Bacca recentemente em sua coluna semanal no Jornal de Santa Catarina escreveu uma sátira a respeito dos ecologistas. Vale a pena conferir.

As enchentes a partir da fundação do município

Duas matérias do Jornal de Santa Catarina. A primeira apresenta as maiores enchentes e a metragem oficial:
1852- dois anos após a fundação : 16,30m
1880: 17,10m
1983: 15,34m
1984:15,46m
Enchente de 1911 foto da Rua 15 de Novembro, próximo a Casa Husadel. Ao fundo aparece a antiga Igreja Católica, local em que atualmente fica a torre da Igreja Matriz de São Paulo Apóstolo.

Em 1983 fiquei presa com meus pais e irmãos no sótão de uma casa na Rua São Paulo nº 2661, local em que atualmente tem um prédio da Empresa Fiedler. Foram dias sem energia elétrica, com comida racionada e de intensa angústia pois não tínhamos notícias do que ocorria no restante da cidade, com nossos familiares e amigos. Tínhamos um rádio à pilha em que ouvíamos os pedidos de socorro de toda parte. A comida era preparada com o auxílio de um pequeno bujão de gás, uma vizinha nos enviava café com a ajuda de pessoas que passavam de bateira socorrendo e auxiliando as pessoas. Como praticamente  perdemos todos nossos bens, passamos a alugar um apartamento que por sorte estava vago na frente de nossa casa. Lembro de um dos últimos dias que ainda estávamos ilhados no sótão da alegria de ver meu cunhado Alfredo e seu irmão chegando com saborosíssimo churrasco, que comemos em poucos minutos tal era a fome , principalmente de comida salgada que já começávamos a apresentar. Me emociono sempre que me vem à mente esta cena. Na realidade embora tivesse acompanhado várias enchentes na cidade esta foi a primeira que minha família e eu realmente vivenciou.
No ano seguinte 1983, Blumenau foi atingida por uma enchente de proporções similares, porém nós já nos encontrávamos no apartamento. No entanto, vivemos bastante angústia, pois meus dois irmãos recém-casados tiveram suas casas atingidas. Inclusive um deles tinha um filho de apenas uma semana que fomos buscar ao saber da previsão de enchentes. Meus irmãos e uma de minhas cunhadas, não conseguiram  mais vir para nosso apartamento e ficaram alojados em casas de amigos próximos às suas casas.

domingo, 9 de outubro de 2011

Margem esquerda Rio Itajaí-açú





















Fotos: Marisa Elsa Demarchi
Esta sequência de imagens é da Avenida Beira-Rio para a margem esquerda do Rio Itajaí-Açú. Um grande número de casas e um prédio estão seriamente comprometidos. Há algum tempo existe a discussão do destino a ser dado: os ambientalistas defendem a ideia que devem ser preservadas as matas ciliares enquanto o poder público tem um projeto pronto que pretende urbanizar o local. Há um jogo de culpas em relação as providências a serem tomadas. No meu ponto de vista as casas, prédio deveriam ser derrubados e deixada a recuperação da mata ciliar. Observo ao longo do Rio Itajaí- Açú e ribeirões que nos locais em que se deixou a recuperação da mata ciliar os problemas de assoreamento foram resolvidos. 
Abaixo imagem do Jornal de Santa Catarina

14.09.2011 
  

Rua Tobias Barreto

Imagens de 9/09/2011 do 7o. andar do edifício New York  na Rua Tobias Barreto, próximo à Polícia Militar.
Nem mesmo este importante órgão escapou do alagamento. Esta  rua serviu de travessia para os militares entre a SDR e  a Central do 190.